O que é server-side tagging¶
Server-side tagging é a modalidade do Google Tag Manager em que as tags rodam em um servidor em vez de no navegador do visitante. O site continua coletando os eventos, mas o processamento — disparar o Google Analytics, o Google Ads, pixels de terceiros, conversões — acontece em um servidor que você controla.
O problema com as tags no navegador¶
No modelo tradicional (client-side), cada tag é um script que o navegador precisa baixar e executar. Três coisas acontecem:
- Bloqueadores de anúncios impedem o carregamento de scripts associados a publicidade e rastreamento. O evento simplesmente nunca acontece.
- Restrições de navegadores (ITP, intelligent tracking prevention) limitam cookies de terceiros, o que reduz a taxa de atribuição.
- Cada script pesa na página, o que afeta velocidade de carregamento e, por consequência, experiência e SEO.
O resultado é um funil de dados incompleto: o que o servidor registra não bate com o que o navegador deixou enviar.
O que muda no modelo server-side¶
| Situação | Tags no navegador (client-side) | Tags em servidor (server-side) |
|---|---|---|
| Bloqueador de anúncios ativo | Script impedido; evento perdido | Evento chega ao servidor normalmente |
| Cookies de terceiros | Restritas pelo navegador | Processadas como cookies de primeira parte |
| Peso de página | Um script por tag | Menos scripts carregados no cliente |
| Quem executa a tag | O navegador do visitante | O servidor do contêiner |
| Controle dos dados | Distribuído pelo cliente | Concentrado em um ponto que você governa |
Server-side não é um bloqueador de bloqueadores
A técnica não "desativa" o bloqueador de anúncios do visitante. Ela remove a dependência de scripts de terceiros no navegador, o que é o motivo mais comum de o evento ser descartado. Parte do tráfego ainda pode não chegar por escolha do usuário — e respeitar essa escolha continua sendo obrigatório, inclusive para LGPD e GDPR.
Como o GTM se encaixa nisso¶
O Google Tag Manager já suporta contêineres do tipo servidor. A diferença prática é que o contêiner passa a ter uma URL própria, servida por um servidor de tags, e não apenas um ID de contêiner carregado a partir do googletagmanager.com.
É aí que entra a AdPulse: em vez de você provisionar e manter a infraestrutura desse servidor, você cola a configuração do seu contêiner no painel e nós provisionamos o contêiner para você.
O que a AdPulse entrega¶
- Provisionamento gerenciado — você cola a string de configuração e o servidor é criado automaticamente.
- Localização SA East (Brasil) — o processamento acontece na região onde está a maior parte do público brasileiro.
- CDN global (Cloudflare) — a entrega dos arquivos é feita pela borda da Cloudflare, mais perto do visitante. A CDN é padrão e não pode ser desativada.
- Medição por requisição — as requisições recebidas pelo contêiner são contadas e faturadas conforme o seu plano.
- Integração com WordPress — um plugin encaminha as requisições do seu próprio domínio para o servidor de tags. Veja Como instalar e configurar o plugin do WordPress.
Uso compartilhado e domínio próprio
Por padrão o seu contêiner é servido pelo hostname compartilhado da plataforma, que fica atrás da CDN. É possível conectar um domínio personalizado ao contêiner pelo painel; quando você faz isso, o tráfego passa pela rede do seu próprio provedor de DNS.